Futebol / Copa das Confederações
Quem pode mais?Chega ao fim mais uma edição da Copa das Confederações. Um torneio que tal qual o grandioso Campeonato Carioca só vale pelo charme e glamour. Ambos estão mais para desfile de vaidades do que para parâmetro competitivo. Por exemplo, de Tigres do Brasil para seleção da Nova Zelândia, só o que muda é o endereço mesmo. Se bem que o Sorato ainda possui uma malícia de futebol, enquanto que os neo-zelandeses não sabem nem qual a cor da bola. Entre Iraque e Mesquita, prefiro a turma da Baixada, pois pelo menos esboçam ter um ataque (de risos, mas já é um começo!). Logo, o duelo entre Iraque x Nova Zelândia mostrou-se digno do público de 100 testemunhas que vemos em jogos do Cariocão como Friburguense x Cardoso Moreira. Assim como no Rio de Janeiro, há também alguns campeões suspeitos na Copa das Confederações. Que o digam nossos hermanos, vencedores de 1992 num certame que só reunia quatro forças (além da Argentina; havia Arábia Saudita, EUA e Costa do Marfim). Quanta dificuldade! Mas, é uma tarefa hercúlea, não concorda?
Em 2009, não teve para "laduma" (sei lá que diabos quer dizer isso, porém, está na boca do povo!). O grande lema dessa Copa das Confederações foi mesmo o bordão do presidente norte-americano Barack Obama : "Yes, we can!" Antes da bola rolar, parecia que somente Brasil, Itália e Espanha teriam direito a cumprir com a célebre frase. Contudo, Obama jamais teve face ditatorial e tal qual seus atos políticos, seu bordão pertence ao Liberalismo. Dessa forma, outras seleções como Egito e EUA se deram a Liberdade de pensar: "Também podemos, por quê não?" Claro, que por ter os direitos autorais sobre o bordão (afinal, é a Terra de Obama!), a fé norte-americana teve preferência no Céu do futebol e a segunda vaga às semifinais ficou com os yankees. Se ainda fosse a Arábia Saudita, a história poderia ser diferente, uma vez que a fé de Maomé movia até montanhas. Ele andou de passagem algumas vezes pelo Iraque, mas resolveu mandar todos à Meca, já que sem atacantes não há profeta que salve time algum. Portanto, quase que no palitinho a segunda colocação do Grupo A caiu nas mãos da África do Sul (de cortesia...ficou por conta da casa literalmente). E, no meio de toda essa brincadeira, a Itália terminou não podendo.
Restavam de favoritos os impetuosos espanhóis e a inexorável seleção brasileira (que por pior que esteja sempre é um time competitivo). Parafraseando o poeta Christian Pior, a Espanha viu que o sangue de Obama tem poder. 2x0 com destaque para a eficiência da artilharia estadunidense. E os hispânicos seguem no futebol internacional vivendo a sua triste sina de Portuguesa de Desportos: Uma glória aqui e um tombo acolá. No jogo do Brasil, os bafana-bafana vieram crentes que estavam abafando até que Daniel Alves desabafou o golzinho da classificação. Finalmente, chegou a hora da decisão: Brasil x EUA. No primeiro tempo, ocorreu uma súbita crise de governo Bush e os americanos saíram invadindo nossa defesa. Marcaram logo 2 gols sem dó nem piedade. Nos deixaram perdidos que nem vietnamita no Central Park. Mais bombardeados do que Hiroshima. No entanto, veio o segundo tempo. A grande virada, a redenção, o roubo do bordão. 3 gols e agora o Brasil era quem podia. Com o apito final, veio a festa pelo tricampeonato. Assim como o petróleo, a hegemonia é nossa!! Contudo, o futebol brasileiro deixa uma lição para a seleção: campeão carioca não é campeão nacional! Tracemos um paralelo com a Copa que vem por aí em 2010.
Bem, meu caro Obama, eu até concordo que vocês podem. Só que se esqueceram de um antigo detalhe:
"A taça do mundo é nossa...com brasileiro...não há quem possa..."
Análise sobre os participantes:
Segue abaixo um breve resumo e as conclusões tiradas a respeito dos 8 participantes da Copa das Confederações 2009.
BRASIL: o grupo demonstra coesão e compromisso, no lugar da farra de 2006. Mesmo que não seja campeã mundial, é uma seleção que brigará bastante pelas vitórias. Possui os melhores talentos individuais do mundo e acertando alguns detalhes do jogo coletivo tem tudo para deslanchar contra qualquer adversário. Ainda alvos de críticas as presenças de Robinho como titular e Alexandre Pato mesmo que seja no banco. Gilberto Silva de titual absoluto é outro caso a se pensar, mas é um jogador que cai bem ao elenco. Encontramos enfim outro digno dono da camisa 9, por sinal um centroavante "Fabuloso". Boas surpresas com Ramires, André Santos e Daniel Alves. Sempre sensacionais o goleiro Júlio César, o completíssimo Kaká e o guerreiro Lúcio na zaga. Se tantos profissionais gabaritados tiveram seu direito de errar em Copas, creio que o novato Dunga merece ao menos uma chance. Devido à sua fibra, vontade e comando, claro que não por seu currículo de treinador.
ESTADOS UNIDOS: Desde o escândalo Watergate que eu não ficava boquiaberto com algo relativo aos EUA. A equipe demonstrou excelente aproveitamento em finalizações e conclusões de jogadas no geral. Entretanto, ainda falta técnica, principalmente nas subidas pelas laterais e na marcação dos zagueiros, que apesar de firme é faltosa e imprecisa. Nas bolas altas é um time bem servido, tanto para afastar o perigo quanto para ameaçar o adversário. Em termos de jogo coletivo e disciplina tática, ainda são impressionantes. Técnico gritou, jogadores executam. Creio que adestramento seria o melhor termo para eles ao invés de treinamento. Contudo, isso municia a criatividade e a arte que acabam não aparecendo. E, esses são fatores decisivos no futebol internacional. Ainda penarão muito em decisões, mas estão se acertando e levarão a Copa das Confederações não apenas como currículo, mas também como aprendizado. Destaques para o veterano Donovan, os atacantes Jozy Altidore e Dempsey, além do extraordinário goleiro Tim Howard, que demonstrou bastante envergadura nas defesas executadas.
ESPANHA: Apesar de deter uma História cheia de realeza, a seleção espanhola ainda não conseguiu ocupar o trono do Futebol Mundial. Ao contrário dos portugueses (outro país com passado monárquico poderoso), a Espanha sempre demonstra condições de voltar as glórias. E, dessa vez, ficou novamente renegada ao fiasco. Zubizarreta, Raul e Morientes não conseguiram. No entanto, Villa, Torres e Casillas parecem mais consistentes do que os seus predecessores. Creio inclusive que o apelido Fúria deva ter origem nesse desejo reprimido que o espanhol possui com relação ao domínio do futebol. Ainda sigo acreditando na Espanha para a Copa do Mundo 2010. Os americanos, tal qual seu ilustríssimo presidente, são apenas uma moda, um ufanismo passageiro. Só que o meu voto de confiança não significa dizer que os espanhóis vão sobrar na África do Sul. Pelo contrário, vão precisar suar muito, principalmente para apagar a imagem que ficou da Copa das Confederações. Quanto ao espaço das quatro linhas, o setor ofensivo envolve os rivais com toques rápidos e muito talento individual. A defesa continua chegada numas presepadas, não é meu amigo Sérgio Ramos?Falta esse equilíbrio com a zaga que já custou à Espanha outros vexames. Além do trio já mencionado acima no texto, me agradam os meias Cazorla, Xabi Alonso e Capdevilla. De resto, há os fatores psicológicos. O histórico da seleção atrapalha e muito numa decisão. Afinal, os espanhóis têm uma tradição a honrar e já deixaram de o fazer em demasia. É preciso muita cautela nesse momento. A presença ausente e quieta do técnico Vicente Del Bosque é outro aspecto que me incomoda. Um homem de expressão aparentemente burocrática em excesso. Deixo nesse finzinho um alerta para uma antiga colônia dos espanhóis. "Ô Argentina, abre seu olho! Já são quantos anos sem títulos mesmo? Vai virar outra Espanha! O tempo passa e a responsabilidade só aumenta..."
ÁFRICA DO SUL : Finalmente, a minha parte favorita! "We pray sémen...in the léfiti...in the raite....in the midiu...far behind". Inventaram a tática que revolucionou o futebol comtemporâneo, chamada "control de méti". Deixando um pouco de lado o inglês troglodita do saudoso Joel Santana, o Natalino vai ter trabalho demais até 2010. Abrir mão da experiência de Benny Mccarthy paraceu algo inviável pelas sucessivas trapalhadas cometidas pelo ataque sul-africano nessa Copa das Confederações. A barração do atleta acabou sendo um castigo maior para a seleção do que para o indivíduo. Do gol de barriga de Renato Gaúcho em 95, Joel foi presenciar a pataquada de Parker (impedido!!!) contra o Iraque. O desespero de olhar para o banco e perguntar: "Será que precisa de 3 substituições?? Tudo isso?" É limitação e inocência que não acabam mais. Bem, à primeira vista o Cabo da Boa Esperança voltou a ser das Tormentas, não é verdade? Entretanto, os bafana-bafana têm suas virtudes sim. Um toque de bola aliado a uma boa velocidade. Um compromisso e uma coletividade muito fortes. Sabem criar já, porém, ainda não aprenderam a concluir. As cerejas da sobremesa são o goleiro Khune, que agarra chutes potentes ao invés de rebatê-los; o meia Steve Pienaar, detentor de bastante movimentação, técnica e experiência. São interessantes de observar também o atacante Mphela, que demonstrou na disputa do terceiro lugar ter faro de gols; e o esforçado, ainda que destrambelhado Parker. Por fim, chama atenção o zagueirão Booth, que além do 1,98m de altura, possui uma beleza de causar inveja a Ruy do Grêmio.
ITÁLIA: Ahhh...mas se fosse na Copa de 34 o Duce daria um sumiço em todo mundo! O avião nem pousaria em Roma. Era melhor que Marcelo Lippi ajeitasse a turma lá por Johannesburgo mesmo. De campeões do Mundo a foragidos do regime, já pensou? Graças a Deus esse tempo ficou para trás. Fica até difícil fazer uma análise, pois o futebol italiano não se apresentou na África do Sul. Fizeram as malas ainda na primeira fase, com uma derrota para o Egito e um apagão diante do Brasil. De positivo, sinceramente, só consegui observar as finalizações de fora da área. Era uma Itália com cara de Inglaterra, faltou apenas o "chuveirinho" para a área. Pouca mobilidade e muita força. Acredito que os italianos terão dificuldades com essa transição de característica do seu futebol e, portanto, não os considero assim tão aptos para 2010. Contudo, vamos prestar atenção! Afinal, quando que a Itália ganhou algum titulo jogando um futebol de encher os olhos? A mais performática ainda foi aquela seleção de 1982. Atacantes pesados como Luca Toni e Iaquinta acabam se tornando presas fáceis para defensores ágeis. O retorno de Del Piero surge como necessidade cada vez mais urgente. Contudo, a defesa da Azzurra (irreconhecível nessa Copa das Confederações), sofrendo ajustes, sendo mais disciplinada e recuada; oferecerá uma segurança capaz de cobrir as deficiências ofensivas. Ou seja, espero por uma Itália enjoada nesse Mundial, cheia de vitórias por 1x0. Erguei as mãos para a família Rossi (Daniele De Rossi e Giuseppe Rossi), palmas para a objetividade de Andrea Pirlo e melhor sorte da próxima vez para Gianluigi Buffon.
EGITO: Em 2 jogos (contra Brasil e Itália), parecia que o enigma da esfinge era realmente indecifrável. No entanto, na última partida, o mistério terminou desvendado, ou melhor, entregue. De grande sensação do torneio a decepção em apenas 90 minutos, os egípcios voltam para seus sarcófagos e terão ainda muitos anos para pensar no que lhes aconteceu. Afinal, estão na lanterninha do seu Grupo nas Eliminatórias Africanas e provavelmente não disputam o Mundial de 2010 na África do Sul. Não virão para a grande festa, deram só uma provadinha no coquetel de abertura. Chegaram a Bloemfontein para enfrentar o Brasil totalmente mumificados. Perdiam por 3x1. Entretanto, assim como Cleópatra, a seleção canarinho subestimou o veneno da serpente e em poucos minutos o jogo estava 3x3. Só que ao contrário da rainha lendária, o Brasil encontrou o antiofídico no último minuto e venceu com um santo pênalti por 4x3. Tutankamon de debateu em seu túmulo e acabou sobrando para a Itália. Vitória de 1x0, graças ao milagre da multiplicação de braços e pernas do goleiro egípcio. Quem duvidava do politeísmo, queimou a língua! Contudo, diante dos EUA, a seleção do Egito demonstrou desgaste, falta de inspiração, lentidão, desatentação no setor defensivo, erro de posicionamento tático; enfim acabaram assolados por 13 pragas novamente. 3x0 para os americanos e a dura eliminação. Creio que a mística estava no 3-5-2 que o técnico trocou no útlimo compromisso por um 4-4-2. No geral, mostraram valorização da posse de bola, jogadas pelo fundo eficientes e um futebol ofensivo, sem medo de arriscar. A defesa ainda tem muito o que aprender, comete erros primários e não parece bem compacta. Não passa a impressão de ser um bloco quando fecha, muito esparsa. Destaques ficam para os dribles sensacionais, a visão de jogo de Aboutreika; o oportunismo de Zidan; Ahmed Eid dá presença de ataque e contribui com a criação do time. Não se pode esquecer do grande goleiro El-Hadary, bastante experiente e que transmitiu muita segurança, além da capacidade para operar verdadeiros milagres ocasionalmente, uma característica que diferencia bons goleiros de simples guarda-metas.
IRAQUE: Foi com esse elenco mesmo que o Iraque conquistou a Copa da Ásia? Se foi, é porque a situação do futebol lá está em frangalhos. Já está fora do Mundial 2010 (Ixalá!). Darei um desconto, visto que turbulência político-social e organização futebolística são fatores que não combinam. Por exemplo, Angola só chegou a uma Copa, quando a guerra civil cessou um pouquinho (quase nada). Agora, francamente, o time não tem jogadas, não trabalha a bola (livra-se dela), o ataque simplesmente inexiste. Bora Milutinovic (é assim que se escreve o nome desse homem?), implantou um esquema de 6-4-0, pelo que se vê em campo. Se bem que a grande culpa é da absoluta falta de capacidade técnica dos iraquianos com a redonda nos pés. Queima igual bomba a pelota! O atacante ainda que exista, inicia a partida lá na frente, passam 30 minutos e o cidadão nem toca na bola. Aliás, não tem nem esperanças que isso vá acontecer. Acaba recuando para o meio, a fim de ser útil na marcação (pelo menos atrapalhar o adversário). A prova dos nove para essa ausência de força ofensiva do Iraque foi o empate sem gols com a extremamente limitada seleção da Nova Zelândia. Não falo nem em deficiência, porque até para algo ser ruim, precisa primeiro existir. Sócrates (o filósofo) definiria simplesmente como um ataque não pensante esse do Iraque (princípio do
Cogito ergo sum). O setor defensivo mostrou muita concentração e disposição para exercer suas funções. Os iraquianos só se defendem mesmo, pelo menos o fazem direito.Destaque vai para aquele goleiro lá que eu nem sei como se chama, mas passa muita tranqüilidade e segurança à equipe. Pena, que jamais receberá a recíproca.
NOVA ZELÂNDIA: Dos apelidos das seleções mundo afora, julgo que o dos neo-zelandeses seja o mais pertinente : "All Blacks". Afinal, a coisa está é toda preta para o futebol deles mesmo. Precisa treinar muito até para duelar possivelmente com a Arábia Saudita por uma vaga na Copa de 2010 (a julgar pelo jogo do Bahrein a que assiti outro dia, não acho possível que os sauditas consigam ser piores ainda!). Por falar no verbo assistir, o futebol da Nova Zelândia carece bastante dele, mas não no sentido de ver e sim no de prestar assistência. O toque de bola existe, porém, é desengonçado. O ataque cria, ao contrário do Iraque, só que a finalização é digna de pena. Chutes com efeito não. Com defeito, um monte. Bola aérea, desconheço. Ninguém foi capaz de alçar um cruzamento para a área adversária. Jogadas há muito manjadas, retrógradas, óbvias. Enfim, um time que não consegue fugir do lugar comum. No máximo, protagoniza pixotadas fora do comum, isso sim. Aquele lance do zagueiro furando a bola sozinho durante o quarto gol da Espanha ilustra tudo. A culpa do futebol catastrófico pode estar no nível de competição na Oceania. Enfrentar Tuvalu, que possui 320 habitantes (menos que a Rua Conde de Bonfim, se bobear), ameaçada de sumir do mapa por questão de naufrágio (a ilha pouco a pouco vai sendo coberta pelo mar, devido ao aquecimento global!), numa partida válida por uma vaga aonde quer que seja não pode ser sério. Nem para vaga no estacionamento rotativo, um jogo desses serve. Isso não credencia ninguém. A Austrália já pulou fora, pois é questão de tempo. Alguém afundará primeiro: ou as eliminatórias da Oceania por conta própria, ou os seus filiados pelo aumento dos níveis dos oceanos. O fato de nem possuir uma Liga de Futebol profissional no país já deixa os neo-zelandeses muito para trás. E, se depender do gosto popular pelo nobre esporte bretão, esse projeto não dará liga nunca. Com relação à apresentação no torneio, eles vão aprendendo. Com calma, chegam lá. Se subestimá-los por excesso, podem complicar. Quem sabe um dia! Destaque para o goleiro Moss, sem culpa nos gols.
OBS: Vuvuzelas...os berrantes das savanasUma das questões mais levantadas durante a Copa das Confederações foi o uso desse exótico instrumento pelos torcedores sul-africanos. Uma manifestação cultural dos nativos, ensurdecedora aos ouvidos estrangeiros. Concordo que as vuvuzelas são tão acessórias quanto os tambores, muito utilizados por nós brasileiros nos estádios, por exemplo. Entretanto, é inegável o quanto elas conseguem aborrecer nossa audição. Particularmente, eu tenho horror até àquelas cornetinhas de plástico verde-amarelas, que a Uruguaiana vende aos montes no período da Copa do Mundo. Ô, troço insuportável! Todavia, os comportamentos peculiares de torcedores mundo afora irão sempre se manifestar de um modo ou de outro. Lembro-me do Desafio de Tênis Brasil/Argentina, realizado na Terra Tupiniquim. Nunca vi em quadra nenhuma uma partida de Tênis ao som de palavrões tal qual aqui. Mesmo pela televisão era possível escutar nitidamente impropérios como "Filho da p@#%". Acredito sim na alegria do povo africano, mas isso não implica necessariamente em barulho. As vuvuzelas poderiam ser utilizadas, porém, com moderação, entre um gol e outro, uma defesa espetacular de goleiro; não a todo instante. Sopram esse negócio até para ir ao banheiro, meu Deus! Na final, a seleção brasileira parecia estar dentro de uma verdadeira colméia: todos de amarelo com uns zumbidos ao fundo. Enfim, tudo nessa vida, inclusive a diversão, trata-se de bom senso. Cabe aos sul-africanos saber usar o projétil de origem Zulu.Respeitem os decibéis! "Ôôô...Mandela...tá me ouvindu?" (quem acompanha o Pânico na TV entendeu...hehehehehehe)

"De...de...president qui hévi a lóti of écspirience"
(Joel sobre Nelson Mandela)
" What the f....is that?"
(reação de Mandela ao comentário acima)
Vivendo, aprendendo e misturando, né Joel?